{"id":13,"date":"2010-06-07T20:26:11","date_gmt":"2010-06-07T20:26:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.colaboratorio.panoramafestival.com\/?p=13"},"modified":"2010-06-08T14:17:15","modified_gmt":"2010-06-08T14:17:15","slug":"victor-d%e2%80%99olive-terceiras-intencoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colaboratorio.panoramafestival.com\/?p=13","title":{"rendered":"Victor D?Olive: Terceiras Inten\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Correia, <a href=\"http:\/\/cialis-cost.net\" title=\"buy ed pills\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">more about<\/a>  <a href=\"http:\/\/cialis-price.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">visit web<\/a>  10 de maio de 2010.<br \/>\nOnde? SESC Praia<br \/>\nQuando? Presen\u00e7a<br \/>\nO qu\u00ea?<br \/>\nENCONTROS<br \/>\n\u00a0Em minha busca (prenhe de sentimentos) percorro o fluxo po\u00e9tico de minhas hist\u00f3rias e mem\u00f3rias e perco-me em um passado tornado presente: o Aeroporto Gale\u00e3o, <a href=\"http:\/\/cheapest-viagra-online.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">adiposity<\/a>  <a href=\"http:\/\/cialis-generic-online.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">ampoule<\/a>  no Rio de Janeiro; l\u00e1 (mas em um onde que n\u00e3o est\u00e1 fixado em minhas refer\u00eancias atuais de espa\u00e7o tampouco em minhas impress\u00f5es de tempo) sinto-me a vontade para des-cobrir os encontros, <a href=\"http:\/\/cialis-buy-online.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\"> <\/a>  cruzamentos e atravessamentos que considero interessantes em serem pontuados nos infinitos sens\u00edveis da Vida. A\u00ed (em um movimento que se configurava como fila de embarque) encontro ou perco um camarada chamado Vandr\u00e9, em seguida encontro com Gimena e durante nosso v\u00f4o conhecemos Pati B.<br \/>\n\u00a0As rela\u00e7\u00f5es de afeto iniciam afinidades e conversa\u00e7\u00f5es; em nossa parada em Bras\u00edlia atrav\u00e9s de olhares cruzados e confidentes que buscavam uma determinada afirma\u00e7\u00e3o sobre ?quem \u00e9ramos?? ou seria mais adequado dizer ?quem somos, fomos, seremos?? (n\u00e3o necessariamente nesta ordem, se houver tal) engendramos contato com Damares e Agnaldo (hoje carinhosamente renomeado Aguirre) e posteriormente com Samuel, Yasmin e Cristiane.<br \/>\n\u00a0Somente em nossa chegada ao solo piauiense encontramo-nos com os demais colaboradores; ap\u00f3s a festa de boas vindas e as apresenta\u00e7\u00f5es iniciais partimos de Teresina para Lu\u00eds Correia e a equipe CoLABorat\u00f3rio se faz um tanto mais n\u00edtida em mim. Na estrada iluminada pelos far\u00f3is dos carros, passamos cinco horas saturando-nos de informes uns sobre os outros; a noite com sua lua cor de prata envolvia e seduzia-nos (sem ansiedade) a perman\u00eancia em um porvir deslocando-nos pelos labirintos da temporalidade.<br \/>\n\u00a0Finalmente, alcan\u00e7amos o SESC Praia\/ Lu\u00eds Correia, separamo-nos nos quartos em grupos e afinamos ? ainda uma vez mais ? as cordas da (con)viv\u00eancia saturando os agrupamentos de bem-estar, beleza e cordialidade. Estou, nas pr\u00f3ximas semanas, habitando o Quarto 13; seleciono a cama do meio (que com o tempo hei de perceber ser a mais fria de todas) nos cantos est\u00e3o Datan e Joubert ? amigos recentes que optaram pelo N\u00facleo de Cria\u00e7\u00e3o de Teresina\/ PI.<br \/>\n\u00a0Ao demolir o cansa\u00e7o, os objetos e sentidos da viagem, sigo com Eduardo Bonito \u00e0 praia em frente \u00e0 nossa resid\u00eancia adotada; praia que h\u00e1 de nos servir como ponto de ?dimora??, ancouragem de emo\u00e7\u00f5es, lavagem da alma, radiofone invis\u00edvel, re-liga\u00e7\u00e3o ao Mais Alto.<br \/>\n\u00a0Adorme\u00e7o e ap\u00f3s cem anos torno a apreender meu entorno; a Vida j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a mesma e as paisagens (trans)formaram-se e continuam (trans)formando-se com insist\u00eancia. Abrimos as portas de nossa resid\u00eancia para um dos integrantes do quarto 16: Aguirre e aprendemos a lubrificar nossas rela\u00e7\u00f5es a partir do l\u00edquido denso das palavras ? procuro uma palavra que me salve.<br \/>\n\u00a0Aos poucos ? como gotas que pingam e formam um umbigo ? me apaixono pela id\u00e9ia de possuir uma voz fraterna que leia trechos perenes de uma vida que poderia ser minha; come\u00e7o, ent\u00e3o, a pedir (abertamente conquanto n\u00e3o t\u00e3o claro) que Aguirre leia \u00e0 guisa do filme ?O leitor?? algumas notas de livros em alto som, preenchendo, assim, as horas que volt\u00e1vamos \u00e0s reflex\u00f5es: inc\u00eandio de vozes, perspectivas de palavras, sabores e texturas de um poema. Estas id\u00e9ias visitam-me ainda hoje, embora com menos jocosidade e puerilidade do que ontem, quando reflexiono nas quest\u00f5es de autoria na dan\u00e7a.<br \/>\n\u00a0Esta rede, a principio amparada em dois p\u00f3los foi aberta aos meus caros companheiros de quarto; a\u00ed ? engendramos o primeiro amplo processo de leituras compartilhadas e colaborativas (\u00e9ramos quatro pessoas em processo de constru\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o ou fazer sem press\u00e3o, apenas vinculado \u00e0s experi\u00eancias sensitivas e afetivas de que nos nutr\u00edamos). Um dia, sem que me desse conta, dois dos meninos foram \u00e0 praia e deslocaram sob a luz das estrelas o processo de leitura para o ato de escrita na areia; ap\u00f3s as realiza\u00e7\u00f5es de poemas que traziam perspectivas perenes observaram o mar diluindo os textos e a efemeridade de suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No dia imediato, fomos informados sobre a viv\u00eancia e optamos por efetiv\u00e1-la (mais uma vez): Datan, Aguirre, Ana C., Joubert, Junior, mim. Na praia, Junior e Ana C. que n\u00e3o acompanhavam nossas pr\u00e1ticas liter\u00e1rias optaram por observar ? fiz algumas imagens com a filmadora e ap\u00f3s as experi\u00eancias vividas apresentamos nossa proposta de pesquisa aos demais colaboradores; recebemos sugest\u00f5es e cr\u00edticas e descobrimos pontos determinantes aos nossos estudos e incurs\u00f5es corporais: 1) Constru\u00e7\u00e3o de texto em coletivo; 2) Id\u00e9ia de o inicio do poema tornar-se fim; 3) efemeridades.<br \/>\n\u00a0Duas senten\u00e7as marcaram-me (e hoje revelam-se como significativas) durante a viv\u00eancia na praia:<br \/>\n1)\u00a0?Doce como a nuvem dos meus sonhos, doce como a lua de mel, assim \u00e9 o menino que encarna em mim quando dan\u00e7o??.<br \/>\n2)\u00a0?La tierra no termina en el mar; solo se sumerge??.<br \/>\n\u00a0Certamente, algumas sensa\u00e7\u00f5es atravessaram-me o ser: fortaleza, poder, firmeza, enfrentamento, voc\u00ea e eu, imagens, jogo, movimento.<br \/>\n\u00a0A partir das impress\u00f5es individuais estruturamos um roteiro que preferimos designar por esquema de a\u00e7\u00f5es para a estrutura\u00e7\u00e3o de nosso perfil colaborativo; confidencio, por\u00e9m, que eu desde este momento escrevo para este ?profile?? o t\u00edtulo Quarto 13, ainda que ningu\u00e9m imagine que eu ? em meio aos meus devaneios particulares ? o designe assim. Junior preferiu n\u00e3o particpar de nosso ato colaborativo, ent\u00e3o, estruturamo-nos em n\u00famero de cinco: Joubert e Agnaldo, Datan e Ana C., mim.<br \/>\nEu e Mim<br \/>\nRita Lee<br \/>\nComposi\u00e7\u00e3o: (Rita Lee \/ Roberto de Carvalho)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">No espelho n\u00e3o \u00e9 eu, sou mim.<br \/>\nN\u00e3o conhe\u00e7o mim, mas sei quem \u00e9 eu, sei sim.<br \/>\nEu \u00e9 cara-metade, mim sou inteira.<br \/>\nQuando mim nasceu, eu chorou, chorou.<br \/>\nEu e mim se dividem numa s\u00f3 certeza.<br \/>\nAlgu\u00e9m dentro de mim \u00e9 mais eu do que eu mesma.<br \/>\nEu amo mim<br \/>\nMim ama eu<br \/>\nQuem dentro de mim \u00e9 mais eu do que eu mesma?<\/p>\n<p>QUARTO 13<\/p>\n<p>\u00a0?A intimidade n\u00e3o se revela quando abrimos a porta de nossas casas; ela se entremostra no quadro borrado e des-controlado de rela\u00e7\u00f5es entre mim e alguns outros??.<\/p>\n<p>\u00a0A senten\u00e7a acima escrita foi em 05\/05\/10; no entretanto, <a href=\"http:\/\/cheapest-viagra.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">sales<\/a>  no dia n\u00e3o houve a ela continuidade, <a href=\"http:\/\/cialisdiscount.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">advice<\/a>  paralisei os esfor\u00e7os em termin\u00e1-la e apenas hoje ap\u00f3s algumas conversas (vezes paralelas outras entrecruzadas) disponho-me a elucidar o que ela exprime a partir das reflex\u00f5es sobre a performance ?QUARTO 13?? realizada no dia 04\/05\/10.<br \/>\n\u00a0Como morador do quarto 13 SESC Praia, <a href=\"http:\/\/100mg-viagra.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">physician<\/a>  por\u00e9m acho relevante pontuar que o t\u00edtulo provis\u00f3rio ao trabalho n\u00e3o representa a fixa\u00e7\u00e3o de um lugar onde o evento ocorre ou a perman\u00eancia que aglomera situa\u00e7\u00f5es e cenas. Ao apresentarmos um trabalho intitulado QUARTO 13 ? hoje, assumidamente reconhecido como tal, pretendemos lugarizar encontros, potencializar possibilidades e, sobretudo, reler determinadas vibra\u00e7\u00f5es\/estados experimentados em nossos c\u00edrculos de conv\u00edvio e afetividade.<br \/>\n\u00a0Por isso, a cena QUARTO 13 consiste em um jogo de tr\u00e2nsito entre o que foi, \u00e9, e possui a pretens\u00e3o de ser em instantes pr\u00f3ximos; n\u00e3o h\u00e1 cristaliza\u00e7\u00e3o em os dispositivos da obra e tampouco um estado de nulidade e vazio com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s nossas experi\u00eancias; logo, o QUARTO 13 estrutura-se como um di\u00e1logo entre afetos e intimidades. Mas, como promover este estado dial\u00f3gico e de modo n\u00e3o edonista entre propositores art\u00edsticos e espectadores: eis a quest\u00e3o.<br \/>\n\u00a0Optamos por compartilhar o espa\u00e7o da casa de modo a privar o p\u00fablico de transito livre exercendo um tom um tanto arbitr\u00e1rio (por\u00e9m permissivo) \u00e0s din\u00e2micas de constru\u00e7\u00e3o de afetos, onde cada \u00e1rea da casa era apresentada como pot\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o sentimental ou emocional. A cena, todavia, com dura\u00e7\u00e3o de cinq\u00fcenta minutos n\u00e3o se iniciava de imediato no QUARTO 13, ela partia da zona externa ao quarto com um sorteio (com pap\u00e9is que continham o nome de todas as pessoas presentes para assistir); a\u00ed, ped\u00edamos as pessoas do p\u00fablico para selecionarem quatro pap\u00e9is nomeados, os indiv\u00edduos sorteados, ent\u00e3o, diziam os nomes de outras quatro pessoas e estas eram convidadas a penetrar no universo QUARTO 13.<br \/>\n\u00a0Ao transporem os umbrais, estas quatro pessoas eram gentilmente acolhidas pelos propositores da pr\u00e1tica, mas nem por isso n\u00e3o se deixavam perturbar; a primeira vis\u00e3o (no quarto) era a de uma instala\u00e7\u00e3o onde v\u00edamos camas de ponta-cabe\u00e7a, pufs inventados a partir de arm\u00e1rios, seq\u00fc\u00eancias ordenadas de sapatos in\u00fameros, quadros invertidos, luzes desproporcionais, \u00edcones e refer\u00eancias f\u00e1licas, cartas e textos derramados pelo ch\u00e3o e duas pessoas dialogando e se preparando (Agnaldo e Joubert). Ap\u00f3s estas vis\u00f5es imediatas, uma voz (a minha voz) os convocava para a lavanderia (a sess\u00e3o mais ao fundo do quarto).<br \/>\n\u00a0<br \/>\n\u00a0Na \u00e1rea, Datan e Ana C. reclamam algumas a\u00e7\u00f5es simples aos espectadores jogando com algumas palavras como: beijar, cheirar, comer, imaginar, tocar, lavar, escrever, falar, beber e alguns pronomes me, te e se. Este jogo inicial envolvia o p\u00fablico \u00e0s demandas que re-montam palavras em rela\u00e7\u00e3o com a\u00e7\u00f5es, em um espa\u00e7o quente que estimulava a empatia e a avers\u00e3o; palavras se constroem como gama de poder. Uma batida na porta anuncia a libera\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e a re-entrada em um outro uni-verso, versado no banheiro. Ap\u00f3s as batidas eu dizia pode entrar a porta est\u00e1 aberta.<br \/>\n\u00a0Dentro do banheiro eu pedia para que o p\u00fablico fechasse a porta e trancafiados em um espa\u00e7o de 3m por 2m apresentava alguns pontos de vis\u00e3o descrevendo o que eu via ao movimentar a cabe\u00e7a; em seguida pedia para algu\u00e9m descrever o que via, compartilhava algumas leituras (pedindo para que lessem para mim), pedia para que vendassem meus olhos com uma faixa que estava sobre a pia e que algu\u00e9m tocasse partes pr\u00f3ximas de minhas intimidades. Um espa\u00e7o de afetos \u00e9 a\u00ed gerado redimensionando o lugar em que nos encontramos; um tom et\u00e9reo \u00e9 fomentado pelos dispositivos da palavra, a experi\u00eancia se desdobra pelos espa\u00e7os quase autobiogr\u00e1ficos que engendro. Ap\u00f3s pe\u00e7o algumas coisas de comer e de beber, me fornecem mostarda, pap\u00e9is, granola, farofas, a\u00e7ucares, \u00e1gua (todos os elementos que estavam dispostos na sala de banho). Me engasgo e ao me sujar e melar em demasia pe\u00e7o que me banhem agradecendo e liberando o p\u00fablico para o terceiro momento de experi\u00eancias.<br \/>\n\u00a0No quarto, duas figuras se encontram dispostas a criar novos estados de rela\u00e7\u00f5es, um dos interpretes estava na poltrona e o outro com aparelho de som nos ouvidos; o que estava sentado trajava cueca e portava um gravador que dissertava sobre feminilidades; neste momento pessoas batiam na porta reclamando a possibilidade de entrar na casa. Aguirre come\u00e7a a a\u00e7\u00e3o com um texto dependurado entre o peito e a barriga acoplado \u00e0 sua identidade e pede para que algum dos espectadores leiam. Em seguida, \u00e9 solicitado para que um dos visitantes fa\u00e7a sons e movimentos, encarnando o poema e, em alguns momentos, os propositores pedem para que as pessoas escrevam textos atrav\u00e9s da disponibiliza\u00e7\u00e3o de outros dispositivos.<br \/>\n\u00a0A leitura dos textos promove um descentramento dos pap\u00e9is de espectadores e propositores; os visitantes do QUARTO 13 dan\u00e7am e tomam conta do espa\u00e7o da casa, imagens configuram dan\u00e7a. Mas, em meio a esta confus\u00e3o h\u00e1 um estado de sil\u00eancios que, por fim, promove o desfecho do trabalho. Os visitantes partem e os moradores agradecem a visita pedindo apenas um \u00fanico favor: ?compartilhem a experi\u00eancia com os demais??.<\/p>\n<p>PS: texto terminado em 13\/05\/10, ou seria 22\/05\/10? (data em que coloco minha m\u00e3o na m\u00e1quina)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Correia, more about visit web 10 de maio de 2010. Onde? SESC Praia Quando? 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