{"id":12,"date":"2010-06-07T20:24:36","date_gmt":"2010-06-07T20:24:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.colaboratorio.panoramafestival.com\/?p=12"},"modified":"2010-06-08T14:17:15","modified_gmt":"2010-06-08T14:17:15","slug":"victor-d%e2%80%99olive-segundas-intencoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.colaboratorio.panoramafestival.com\/?p=12","title":{"rendered":"Victor D?Olive: Segundas Inten\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Correia, <a href=\"http:\/\/cialis-cost.net\" title=\"buy ed pills\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">more about<\/a>  <a href=\"http:\/\/cialis-price.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">visit web<\/a>  10 de maio de 2010.<br \/>\nOnde? SESC Praia<br \/>\nQuando? Presen\u00e7a<br \/>\nO qu\u00ea?<br \/>\nENCONTROS<br \/>\n\u00a0Em minha busca (prenhe de sentimentos) percorro o fluxo po\u00e9tico de minhas hist\u00f3rias e mem\u00f3rias e perco-me em um passado tornado presente: o Aeroporto Gale\u00e3o, <a href=\"http:\/\/cheapest-viagra-online.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">adiposity<\/a>  <a href=\"http:\/\/cialis-generic-online.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\">ampoule<\/a>  no Rio de Janeiro; l\u00e1 (mas em um onde que n\u00e3o est\u00e1 fixado em minhas refer\u00eancias atuais de espa\u00e7o tampouco em minhas impress\u00f5es de tempo) sinto-me a vontade para des-cobrir os encontros, <a href=\"http:\/\/cialis-buy-online.net\" style=\"text-decoration:none;color:#676c6c\"> <\/a>  cruzamentos e atravessamentos que considero interessantes em serem pontuados nos infinitos sens\u00edveis da Vida. A\u00ed (em um movimento que se configurava como fila de embarque) encontro ou perco um camarada chamado Vandr\u00e9, em seguida encontro com Gimena e durante nosso v\u00f4o conhecemos Pati B.<br \/>\n\u00a0As rela\u00e7\u00f5es de afeto iniciam afinidades e conversa\u00e7\u00f5es; em nossa parada em Bras\u00edlia atrav\u00e9s de olhares cruzados e confidentes que buscavam uma determinada afirma\u00e7\u00e3o sobre ?quem \u00e9ramos?? ou seria mais adequado dizer ?quem somos, fomos, seremos?? (n\u00e3o necessariamente nesta ordem, se houver tal) engendramos contato com Damares e Agnaldo (hoje carinhosamente renomeado Aguirre) e posteriormente com Samuel, Yasmin e Cristiane.<br \/>\n\u00a0Somente em nossa chegada ao solo piauiense encontramo-nos com os demais colaboradores; ap\u00f3s a festa de boas vindas e as apresenta\u00e7\u00f5es iniciais partimos de Teresina para Lu\u00eds Correia e a equipe CoLABorat\u00f3rio se faz um tanto mais n\u00edtida em mim. Na estrada iluminada pelos far\u00f3is dos carros, passamos cinco horas saturando-nos de informes uns sobre os outros; a noite com sua lua cor de prata envolvia e seduzia-nos (sem ansiedade) a perman\u00eancia em um porvir deslocando-nos pelos labirintos da temporalidade.<br \/>\n\u00a0Finalmente, alcan\u00e7amos o SESC Praia\/ Lu\u00eds Correia, separamo-nos nos quartos em grupos e afinamos ? ainda uma vez mais ? as cordas da (con)viv\u00eancia saturando os agrupamentos de bem-estar, beleza e cordialidade. Estou, nas pr\u00f3ximas semanas, habitando o Quarto 13; seleciono a cama do meio (que com o tempo hei de perceber ser a mais fria de todas) nos cantos est\u00e3o Datan e Joubert ? amigos recentes que optaram pelo N\u00facleo de Cria\u00e7\u00e3o de Teresina\/ PI.<br \/>\n\u00a0Ao demolir o cansa\u00e7o, os objetos e sentidos da viagem, sigo com Eduardo Bonito \u00e0 praia em frente \u00e0 nossa resid\u00eancia adotada; praia que h\u00e1 de nos servir como ponto de ?dimora??, ancouragem de emo\u00e7\u00f5es, lavagem da alma, radiofone invis\u00edvel, re-liga\u00e7\u00e3o ao Mais Alto.<br \/>\n\u00a0Adorme\u00e7o e ap\u00f3s cem anos torno a apreender meu entorno; a Vida j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais a mesma e as paisagens (trans)formaram-se e continuam (trans)formando-se com insist\u00eancia. Abrimos as portas de nossa resid\u00eancia para um dos integrantes do quarto 16: Aguirre e aprendemos a lubrificar nossas rela\u00e7\u00f5es a partir do l\u00edquido denso das palavras ? procuro uma palavra que me salve.<br \/>\n\u00a0Aos poucos ? como gotas que pingam e formam um umbigo ? me apaixono pela id\u00e9ia de possuir uma voz fraterna que leia trechos perenes de uma vida que poderia ser minha; come\u00e7o, ent\u00e3o, a pedir (abertamente conquanto n\u00e3o t\u00e3o claro) que Aguirre leia \u00e0 guisa do filme ?O leitor?? algumas notas de livros em alto som, preenchendo, assim, as horas que volt\u00e1vamos \u00e0s reflex\u00f5es: inc\u00eandio de vozes, perspectivas de palavras, sabores e texturas de um poema. Estas id\u00e9ias visitam-me ainda hoje, embora com menos jocosidade e puerilidade do que ontem, quando reflexiono nas quest\u00f5es de autoria na dan\u00e7a.<br \/>\n\u00a0Esta rede, a principio amparada em dois p\u00f3los foi aberta aos meus caros companheiros de quarto; a\u00ed ? engendramos o primeiro amplo processo de leituras compartilhadas e colaborativas (\u00e9ramos quatro pessoas em processo de constru\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o ou fazer sem press\u00e3o, apenas vinculado \u00e0s experi\u00eancias sensitivas e afetivas de que nos nutr\u00edamos). Um dia, sem que me desse conta, dois dos meninos foram \u00e0 praia e deslocaram sob a luz das estrelas o processo de leitura para o ato de escrita na areia; ap\u00f3s as realiza\u00e7\u00f5es de poemas que traziam perspectivas perenes observaram o mar diluindo os textos e a efemeridade de suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>No dia imediato, fomos informados sobre a viv\u00eancia e optamos por efetiv\u00e1-la (mais uma vez): Datan, Aguirre, Ana C., Joubert, Junior, mim. Na praia, Junior e Ana C. que n\u00e3o acompanhavam nossas pr\u00e1ticas liter\u00e1rias optaram por observar ? fiz algumas imagens com a filmadora e ap\u00f3s as experi\u00eancias vividas apresentamos nossa proposta de pesquisa aos demais colaboradores; recebemos sugest\u00f5es e cr\u00edticas e descobrimos pontos determinantes aos nossos estudos e incurs\u00f5es corporais: 1) Constru\u00e7\u00e3o de texto em coletivo; 2) Id\u00e9ia de o inicio do poema tornar-se fim; 3) efemeridades.<br \/>\n\u00a0Duas senten\u00e7as marcaram-me (e hoje revelam-se como significativas) durante a viv\u00eancia na praia:<br \/>\n1)\u00a0?Doce como a nuvem dos meus sonhos, doce como a lua de mel, assim \u00e9 o menino que encarna em mim quando dan\u00e7o??.<br \/>\n2)\u00a0?La tierra no termina en el mar; solo se sumerge??.<br \/>\n\u00a0Certamente, algumas sensa\u00e7\u00f5es atravessaram-me o ser: fortaleza, poder, firmeza, enfrentamento, voc\u00ea e eu, imagens, jogo, movimento.<br \/>\n\u00a0A partir das impress\u00f5es individuais estruturamos um roteiro que preferimos designar por esquema de a\u00e7\u00f5es para a estrutura\u00e7\u00e3o de nosso perfil colaborativo; confidencio, por\u00e9m, que eu desde este momento escrevo para este ?profile?? o t\u00edtulo Quarto 13, ainda que ningu\u00e9m imagine que eu ? em meio aos meus devaneios particulares ? o designe assim. Junior preferiu n\u00e3o particpar de nosso ato colaborativo, ent\u00e3o, estruturamo-nos em n\u00famero de cinco: Joubert e Agnaldo, Datan e Ana C., mim.<br \/>\nEu e Mim<br \/>\nRita Lee<br \/>\nComposi\u00e7\u00e3o: (Rita Lee \/ Roberto de Carvalho)<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">No espelho n\u00e3o \u00e9 eu, sou mim.<br \/>\nN\u00e3o conhe\u00e7o mim, mas sei quem \u00e9 eu, sei sim.<br \/>\nEu \u00e9 cara-metade, mim sou inteira.<br \/>\nQuando mim nasceu, eu chorou, chorou.<br \/>\nEu e mim se dividem numa s\u00f3 certeza.<br \/>\nAlgu\u00e9m dentro de mim \u00e9 mais eu do que eu mesma.<br \/>\nEu amo mim<br \/>\nMim ama eu<br \/>\nQuem dentro de mim \u00e9 mais eu do que eu mesma?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Correia, more about visit web 10 de maio de 2010. Onde? SESC Praia Quando? Presen\u00e7a O qu\u00ea? 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