Quotedious #46: The Hills Are Alive (Fil leropoulos)

Ao mesmo tempo que eu pensava em ir a fundo no trabalho com a faca criando a ilusão de introduzi-la na minha buceta, o Ricky me pedia para ver a Noviça rebelde.

Eu vi.

E apesar de me divertir e inspirar no processo de ver aquela moça "politicamente incorreta" que (como bem observado pela Pat) termina o filme casada, com roupas sem graça e aconselhando a menina adolescente (antes acobertada por ela) a não trepar com o namorado até os 18 anos,  a idéia de que "não existe poesia no medo" continua não me cabendo.

Pânico gera bloqueio, pausa e rejeição. Isso é verdade. Mas esse é meu material de trabalho agora.

Gera também descontrole e confusão. Toca em um ponto primário que algumas vezes cega e é capaz de confundir os papéis de público e colaborador diante do trabalho.

Escutei hoje do Miguel que talvez seja interessante usar leveza para tratar do assunto. Concordo muito com ele. Tenho buscado isso. Tenho buscado usar uma banana no lugar da faca... ou um regador... Tento usar a faca pra cortar alface...

Mas me pergunto todo o tempo sobre o efeito que esse assunto pode causar nas pessoas e em como administrar todas essas implicações no caminho com mais clareza...

Será que fazer poesia é mesmo "deixar as coisas bonitas e confortáveis"?

Isso exclui bastante coisa.... né não?

Pobre Maria.